terça-feira, fevereiro 05, 2008

Gazeta literária

" Quando eu era miúdo, com os meus 10 anos, quis apanhar o Sol com um copo. Peguei no copo, aproximei-me sorrateiramente, e zás, com o copo na parede! Cortei a mão e bateram-me por isso.
Quando me bateram, saí para o pátio e vi o Sol reflectido numa poça e vá de espezinhá-lo. Fiquei todo enlameado, e voltaram a bater-me... Que fazer? Comecei a gritar ao Sol:"Não me dói, diabo ruivo, não me dói!" E deitava-lhe a língua de fora."

In A mãe, pág.136, ed. Caminho, 1986, trad. António Pescada
Obra original de Máximo Gorki

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