terça-feira, julho 20, 2010

Desviar-me do caminho habitual: Os olhos têm de viajar*

Nada melhor que começar este post com alguns produtos trazidos da horta de casa dos meus pais: salsa fresca, alface roxa frisada, cebolas, courgete, tomates, batatas, ameixas. O cheiro e o gosto são tão diferentes daqueles que temos por aí à mão de semear em qualquer hipermercado, mercado ou praça.Além disso não me canso de olhar para esta fruta cores. A "resta de cebolas" como lhe chamam lá por casa, já está pendurada na cozinha, em destaque especial. Olho para ela e remonto à minha infância, de quando a minha avó e a minha mãe se sentavam na eira, a entrançar("enrastar" era o termo técnico aqui usado) as cebolas com fiteiras (folhas de uma árvore que depois de secas dão para amarrar, fazem o efeito de corda, mas cujo nome não me lembro) e depois eu tinha a tarefa de cortar as barbas das cebolas, só porque a minha mãe achava que elas ficavam mais limpinhas e bonitinhas. Lembro-me que não gostava nada de fazer aquela tarefa, pois preferia estar a brincar. Para tornar a tarefa menos aborrecida lembro-me de fingir que estava a brincar aos cabeleireiros, as cebolas eram os clientes, nos quais eu podia fazer os mais diversos disparates em termos de corte de cabelo.Um dia tenho de me dedicar a contar estas pequenas histórias e lembranças de infância. Agora, quando me lembro delas sorrio...
Torre dos Clérigos

Já estamos todos de férias. As férias vão ser passadas aqui por perto, onde "os olhos têm de viajar". Temos tantas coisas bonitas à nossa volta e que nunca experiênciamos deixamos sempre para amanhã, mas neste caso decidimos tornar o amanhã, num hoje.
Temos andado a sentir o Porto mais de perto. E como esta cidade é tão bonita, tão cheia de mistérios, tão cheia de coisas para descobrir. É urgente levar a máquina fotográfica e as baterias recarregadas, pois os click's são tantos...
Fomos conhecer as galerias Paris e " A vida portuguesa", que aconselho vivamente a visitarem, já que nos remontam para outros tempos.
Aqui ficam algumas fotos da Vida Portuguesa:




Não resisti e tive que trazer esta réplica de máquina de costura comigo, É um verdadeiro encanto, mas confesso que fiquei fascinada por outros objectos que lá encontrei e que não sei se me escaparão.
Dos sabores de outrora, tenho boas recordações destas pastilhas elásticas, principalmente as de mentol e elas estão de volta, aqui, na vida portuguesa.


Nas Galerias Paris, bebi um café, que me fez relembrar quando ainda era possível beber café de saco servido em copo de vidro na Brasileira (em Braga). É um espaço de aspecto retro, e tão cheio de memórias. É simplesmente aprazível estar por lá. Senti-me no verdadeiro mundo de Amélie Poulain!
No regresso cruzamo-nos com os eléctricos, bem perto do Jardim da Cordoaria, e fica a promessa de que numa próxima ida ao Porto, vamos andar de eléctrico. Algo que eu nunca experimentei e estou em pulgas para o fazer.

Quanto ao Projecto Felicidade*, continuo a ler o livro de Gretchen Rubin que cada vez me faz revelações mais fantásticas. A minha introspecção e registo no meu caderno continua.
E vou por aí desviar-me do caminho habitual, já que os meus olhos precisam tanto de viajar...

1 comentário:

alexa violeta disse...

Que maravilha de alimentos, Sandra!

Este teu post foi uma inspiração para mim, queres ver? :)

http://avioletadanca.wordpress.com/2010/07/21/alimento/

Também eu brincava aos cabeleireiros em pequena mas eu cheguei mesmo a cortar o cabelo de um primo meu! Devias ver o resultado, ehehe

A máquina de costura é um mimo, gostava de ter uma igual. E as pastilhas... ai tantas memórias! :)

Anda de eléctrico, sim. É dos transportes que mais gosto, tem qualquer coisa de romântico.

Parece que andamos ambas muito saudosistas! :)

beijinhos