quarta-feira, setembro 21, 2011

O outro lado da maternidade cor-de -rosa



Se às vezes me queixava que o tempo voava, agora sinto-o literalmente voar, fluir sem que eu dê por isso mesmo.
A maternidade fez-me simplesmente optar por dedicar-me a 100% ao meu filhote em detrimento de outras coisas.
São muitos os momentos se insegurança, em que dou por mim a pensar, serei eu capaz, estarei eu a fazer o correcto? Com as dificuldades na amamentação, com o cansaço, com a falta de sono, com o baby blues, com outros problemas da vida, no meio deste turbilhão de acontecimentos e sentimentos, nasceu em mim definitivamente a Mãe-leoa, para fazer suas escolhas e trilhar seus caminhos próprios, defender/proteger a sua cria sem pedir desculpas nem licença a ninguém.
A verdade é que fiz orelhas moucas a muitos ditos e contos que me disseram ou tentaram dizer e decidi seguir o que meu instinto materno me diz e aquilo que o meu corpo e o do meu filhote me pedem. Estou a aprender a escutar o que nos dizem os nossos corpos que continuam ligados tal como se estivéssemos unidos pelo cordão umbilical. E apesar de me sentir muito cansada e exausta sinto-me feliz. Feliz por vê-lo crescer, vê-lo sorrir, dar com ele grudado no meu rosto, atento à minha voz... e de dia para dia o nosso vínculo vai crescendo cada vez mais...
O mais caricato da maternidade é que sempre ouvimos palpites de como fazer isto ou aquilo e normalmente são sempre contra às nossas atuações. Nunca ninguém nos conta o outro lado da história, das birras, dos choros desesperados que parecem deitar a casa abaixo, dos beicinhos, dos bebés que mamavam regularmente de 3h em 3h e dos que passam a vida a mamar, do desespero dos pais sem saber como atuar, etc, etc. Todos buscamos no fundo a perfeição na maternidade, mas do que me diz a minha pouca experiência neste área, é que tal perfeição é inexistente, pois os bebés não são seres automatizados para terem todos as mesmas reações aos estímulos que lhes são dados.
Vivenciar meu primeiro mês e meio como mãe, com todas as suas intensidades, medos e frustrações, fez com que todos os preconceitos e regras pré definidas se dissipassem, para deixar fluir o meu instinto maternal e seguir a minha voz interior, aquela que vem de dentro do meu coração.

Aprendi a confiar no meu instinto de mãe, antes de qualquer outra coisa.

3 comentários:

alexa violeta disse...

E viva o instinto de mãe!! :)

Carla disse...

Lindos.
É tão bom ver-vos

Beijinhos

caoaoao disse...

E estás correcta, eu pelo menos acho.Eu acho que cada mãe sabe o que é melhor para o seu bébé.E haja paciência para os palpites que tantas vezes nos dão. ;)