Poupar, organizar e outras cenas da gestão doméstica!
Falar da crise, virou moda! ?
Tinha cá um bichinho a roer-me por dentro e pensei já muitas vezes em escrever este post. Se por um lado tinha receio de ferir algumas susceptibilidades por outro não queria que fosse mais um post "igual" tematicamente falando a tantos outros que povoam por aí pela web, ou em cada página de jornal, revista que abrimos e até mesmo na TV.
Imagem retirada da net
No meio de tudo isto, é só lamentavel que tenhamos de chegar ao estado em que o país está para despoletar na maioria das pessoas uma onda de organização e poupança dos bens essenciais aos mais supérfluos.
Fui educada a poupar e especialmente a não estragar! Por isso sempre tentei reger a minha vida doméstica com os valores que foram transmitidos pelos meus pais.
Contudo, quiçá isto não leve a refletir a todos um pouco melhor e provoque uma nova revolução na tábua de valores que queremos transmitir à gerações futuras.
Por isso cá seguem algumas indicações da gestão doméstica cá de casa:
Antes de fazer compras, a meu ver há dois itens a ter em conta: comprar apenas o essencial e aproveitar as promoções (com moderação).
Nas minhas compras utilizo sempre uma lista de compras, que permite-me organizar melhor aquilo que vai faltando cá por casa. Normalmente, anotava num papel que fixava na porta do frigorífico, e que depois levava comigo e ia riscando o que faltava. Recentemente criei a minha lista de compras num documento word, plastifiquei-a e escrevo nela com uma caneta de acetato. Assim poupo tempo, e papel, pois posso sempre reutilizá-la, basta para isso limpá-la com um pouco de alcool.
Fico sempre atenta aos vales de desconto que vou pedindo pela net e outros que surgem por indicação nas próprias embalagens de produtos (procurem na net, pois há imensos sites já a dar indicações para isso mesmo!). Costumo sempre pedir amostras dos produtos aos fabricantes, assim antes de comprar o produto posso sempre testá-lo a fim de saber se é do meu agrado ou não.
Quando são produtos que uso bastante e que têm um prazo de validade bastante alargado eu compro sempre a mais e faço um pequeno stock cá em casa. São exemplo disso, neste momento, o detergente para a máquina de lavar roupa, e louça, toalhitas de bebé e o azeite.
Tenho por hábito anotar todos os gastos feitos mensalmente num ficheiro excel. Assim consigo saber exatamente aonde é que foi gasto mais dinheiro e se houve algum deslize mais excêntrico e em quê. E claro se num determinado mês houve algum gasto mais exagerado, no mês seguinte há que tentar cortar em alguns gastos para conseguir poupar mais algum.
No momento da preparação das refeições, tento sempre ter em conta as quantidades e se porventura há alguma sobra, essa é guardada no frigorífico ou congelada e normalmente é reaproveitada para fazer um outro prato. Todas as sobras de cascas de legumes e de restos de comidas são guardadas e são levados para casa dos meus pais para contribuir para a alimentação dos animais que criam por lá, galinhas e coelhos e em outro tempos já tiveram patos também.
Quando tenho um "excesso" de algum alimento porque comprei a mais em promoção, porque me deram tento sempre aproveitá-lo ao seu expoente máximo. Por exemplo a salsa, costumo ter alguma guardada dentro de um saco fechado a restante lavo-a muito bem e depois pico-a e congelo-a. Assim há sempre salsa picada para utilizar em qualquer prato. Se há determinados legumes a mais, preparo-os para serem congelados, para posteriormente serem confecionados.
Se há sobras de pão podem ser usadas para fazer pão ralado ao qual podem adicionar também ervas aromáticas.
Os iogurtes, o pão, bolos e bolachas costumam ser preparados cá em casa, além de serem ao nosso gosto pessoal, sempre ficam mais saudáveis e económicos!
Após a maternidade a organização das tarefas domésticas levou uma grande volta. No início foi complicado conseguir conciliar tudo sozinha. Consegui nomeadamente alguma ajuda com a criação de uma lista to do. Ao início de cada semana numa agenda que me foi oferecida faço uma lista de tarefas que me proponho a desenvolver ao longo dessa semana. Por cada tarefa realizada eu vou riscando e as que não foram realizadas passam para a semana seguinte e por aí adiante. Tenho constatado que a maioria das tarefas acabam mesmo por ser realizadas, mesmo aquelas menos agradáveis, pois sabe tão bem iniciar a semana com uma lista to do completamente em branco sem assuntos pendentes. Experimentem!
A temática da gestão doméstica é muito vasta, por isso para não vos aborrecer muito mais com um post demasiado longo, outras dicas ficarão para um segundo post.
Se houver aqui alguém interessado nos documentos que aqui falei, lista de compras, ficheiro de excel para gestão de orçamento, podem solicitá-los aqui na caixa de comentários e não se esquecem de deixar o vosso email que depois eu vos farei chegar a documentação.
Sintam-se convidados a deixarem as vossas dicas também!


Comentários
É com algum pesar que concluo a leitura do seu comentário. Pela sua interpretação podemos entender que a crise se resolve com rendimentos, e que bastam rendimentos para as pessoas saírem da crise. Na minha opinião este fundamento está redondamente errado. Creio que se muitas das famílias pensassem na economia doméstica mais cedo e tivessem aplicado a mesma, possivelmente estariam numa situação completamente diferente.
Uma grande parte das famílias a que se refere nos seus exemplos chegaram às situações dramáticas em que se encontram através da má gestão e da falta de sensibilidade nas despesas. Para a maioria dos portugueses, as noções de curto, médio e longo prazo são de total desconhecimento. Provavelmente, antes da falta de dinheiro para o leite houve umas moedinhas deixadas no balcão de um tasco para 1 ou mais copos de maduro tinto, e não me diga que isto não acontece porque acontece (MUITO!)
Felizmente, e pela boa sorte confesso que nunca passei por dificuldades como aquelas que descreve mas também assumo que a educação familiar de que fui alvo incluia o maior respeito pela comida, pelas despesas e pelo respeito pelos outros familiares. Reconheço que estes valores familiares em que fui educado fizeram de mim uma pessoa diferente com um nivel de respeito superior.
Acredito que na sua posição profissional seja confrontada com casos gritantes e de desespero, mas isso não lhe dá o direito de aplicar os termos que aplicou em relação à autora do blog, termos esses que ultrapassaram a fronteira da boa para a má educação. Até podemos dizer que o mundo é injusto e até aceito que sinta que a palavra crise é uma palavra forte. A verdade é que a sua interpretação de crise não é única. Na China a palavra Crise é interpretada de forma positiva e numa óptica de oportunidade.
Em momento ALGUM a autora do blog desrespeitou alguém e mais, ainda partilhou na internet os seus conhecimentos, contribuindo para o bem da sociedade em geral. Este acto é completamente diferente, e bastante mais nobre que o simples acto de criticar a forma ou palavras utilizadas na exposição de ideias. Esta sua "critica" é uma clara injustiça, apimentada com falta de respeito e educação. No seu lugar e se a sua consciência incluir algum tipo de valor, aconselhava-a a pedir desculpas pelo seu texto, que em algumas passagens é ofensivo.
Retornando ao caso da falta de fundos ou rendimentos, aconselho-a a recordar-se do celebre ditado oriental "Não lhes dês peixe, ensina-os a pescar" para que no seu trabalho oriente as pessoas para um caminho de auto-transformação e não para subsidio-dependentes.
Para concluir recordo que o trabalho da autora é um trabalho nobre, de partilha para uma comunidade que a mesma executa em part-time e sem objectivos lucrativos, sem qualquer relação com a sua actividade laboral. é um trabalho CONSTRUTIVO e sinceramente, as suas palavras apontavam no sentido contrário. Por favor reconsidere as suas opiniões e aproveite a sua posição para construir um mundo melhor em vez de eliminar as ideias dos outros só porque acha que uma palavra foi mal aplicada.
Rainmaker
http://bestaccessexpert.blogspot.pt/2012/03/exemplo-acompanhamento-de-vencimentos.html
Resumindo, agora estou desempregada e após 3 anos a descontar tiver direito a 300 e poucos euros de desemprego por 360 dias!!!!! O meu filho não tem direito a abonos, o meu marido levou uma ripada no ordenado de quase 200€, mas a renda da casa é do mesmo valor, a prestação do carro é do mesmo valor, a comida está cada vez mais cara, a roupa das crianças nem se fala... Sempre fui muito poupada e é graças a isso que nos estamos ainda a aguentar. É também graças a pessoas como a Sandra que vou descobrindo novas maneiras para poupar mais um pouquinho. Sim porque não tenho ajuda de lado nenhum. A minha sorte é que tenho um pequeno hortejo de onde tiro os legumes da época, onde crio umas galinhas, um porquito. Porque se não fosse assim chegava a meio do mês e não tinha dinheiro para mandar cantar um cego.
Comentários como o da nossa A.S. para mim são desnecessários. Mas felizmente que nem todos gostamos da mesma cor senão seria um caos.
Usando uma frase da nossa A.S. Haja lucidez e respeito. Mas acrescento, por quem é honesto e trabalhador.
ao pesquisar um ficheiro em excel para registar as poupanças deparei-me com o seu blog. Será que me pode enviar por email o seu ficheiro para meu uso pessoal? Agradeço-lhe imenso pela ajuda e dedicação que tem ao blog é pena é que algumas pessoas não percebam a utilidade, mas daí a fazer comentários descabidos e presunçosos já é demais.
Srª Assistente social, se não gostou, dê meia volta e não leia. é simples e não ofende ninguém. Que tal!
Obrigada Sandra
Joana G. joanagf@gmail.com
Lourdes
Gostei imenso do seu comentário e confesso que se alguém cá chegou é porque esta preocupada com gastos desnecessários.
Parabens