quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Minimilamismo e bom senso... por onde começar

Quando se fala de minimalismo há que juntar-lhe também uma boa dose de bom senso. Se se está a tentar incutir um pouco de minimalismo ao nosso dia-a-dia-, quer-me parecer um pouco desajustado tentar juntar toda a tralha que se tem lá em casa e colocar tudo para fora (dar, doar, vender, deitar ao lixo...). Na minha humilde opinião creio que o minimalismo deve ser como que uma filosofia de vida, que em primeiro lugar tem de operar em nós e só depois deverá ser extravasado para os nossos espaços. Importa definir-mos mentalmente ou com anotações, aquilo que realmente pretendemos. Possivelmente a nossa mente está tão atolada de tralha, de desgastes físicos, de noites mal dormidas, de problemas que por si só não nos deixam transparecer muitos dos bons momentos e boas recordações que por lá temos. Assim há que separar o trigo do joio e começar por minimalismo a nível emocional.
Também não é necessário entrar pelo célebre dilema da filosofia, "quem sou, e para onde vou?", mas há que refletir sobre a necessidade de ser mais minimalista, ou o que me leva a tentar ser mais minimalista e que por si só nos irá fazer refletir sobre a felicidade e  a gratidão.
Eu já li muito sobre minimalismo, em blogs estrangeiros e  atualmente costumo ler o blogue da Rita. Cheguei à conclusão que realmente precisava de minimalizar a minha vida como se fosse uma filosofia  a seguir, associado a umas quantas viagens que fiz e que realmente me fizeram abrir os olhos. Primeiro porque passamos a vida inteira, ou parte dela a queixarmo-nos que não temos um casaco, umas calças, para vestir ou um par decente de sapatos para calçar, quando temos os armários a abarrotar de roupas e calçados e quando nos deparamos que há pessoas que vivem felizes (à sua maneira) e que só tem a roupa que envergam no corpo, isto deixa-nos assim um pouco cá dentro constrangidos... e o bichinho fica por ali a remoer... Depois quando engravidei, tive necessidade de arranjar espaço para as minhas coisas (livros, tecidos, tintas, papéis...), porque o quarto que usava para esse fim ia ser transformado no quarto do bebé... Aí sim deu-se o momento em que tive de me desfazer de muita coisa, algumas coisas desfiz-me com alguma facilidade, pois estavam à espera de um momento para serem usadas e esse momento nunca chegou, então o melhor que fiz mesmo foi livrar-me delas. Outras coloquei-as para fora com um certo constrangimento porque não me queria separar delas, mas lá foram. Hoje tenho a perfeita noção que ainda tenho imensa coisa, especialmente livros e tecidos dos quais não me consigo separar pelo menos para já. Há uma carga emocional, afetiva muito grande, que me impossibilita de o fazer, sim poderia estar com mais espaço, menos coisas para arrumar, limpar, mas isso não me iria fazer feliz. Depois também sei que estou num momento em que não tenho o tempo todo que desejaria para me dedicar aos meus crafts, mas sei que brevemente esse tempo vai chegar... Contudo de tempos a tempos passo uma vista de olhos e vou tentando selecionar uma ou outra coisa que acho menos importante e lá me vou minimalizando, aos poucos e tudo a seu tempo. Pois a filosofia de minimalismo requer tempo, predisposição física, mental e emocional e por muito que se leia, por muito que se reveja o modus de atuação dos outros, é algo que cabe a cada um por si só intrinsecamente começar...
Espero ter ajudado um bocadinho a quem se tentar inspirado em seguir esta filosofia de vida e gostava muito de ter o vosso feedback.

1 comentário:

Mariana Mamede disse...

Oh tão engraçado! Também graças ao blogue da Rita comecei a aventurar-me no minimalismo. A verdade é que os passinhos que dão são pequeninos mas já fazem as suas mudanças, sinto-me muito mais organizada e arrumada. É tão aliviante! Para além do mais não podia concordar mais com o teu texto, cada um tem que "encontrar" o seu minimalismo e as opções que quer fazer :)
http://letsmaketeanotwar.blogspot.com/