segunda-feira, novembro 17, 2014

Olá Novembro!


Ainda à bem pouco tempo senti o teu início, já vamos a meio e sinto que os dias se escorrem por entre os dedos. Tenho a sensação que os teus dias estão a correr depressa demais, e não tarda nada estamos no final do ano.
Por cá começamos a embrenhar-nos no espírito natalício, embrenhado pelos tons dourados das folhas de outono que ainda restam pelas àrvores ou que ficam todas aglomeradas num enorme tapete que enche a rua e os passeios.
E embalada por esta doce melancoloia, sinto que não tomei rédeas na organização do meu tempo. Não é que tenha deixado de fazer as coisas, mas sinto que poderia ter controlado melhor o meu tempo nesta nova fase, por outro lado acho que posso encarar este período como uma fase de experiência para uma nova fase que se seguirá. Agora vou deixar-me ir ao sabor dos dias...

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O dia de hoje segue como o prolongamento do fim de semana. O T. está doente e hoje não foi à escola. E por entre uma noite mal dormida, febre, tira roupa, mede temperatura, adormeci-te várias vezes embalado no meu braço.  Vi-te adormecer docemente enquanto a tua respiração se fazia sentir de modo ruidoso. Por entre mimos no sofá e canja quente, leitinho morno e pão com doce, vejo crescer-te e todos os dias gravo  estes dias ora em fotografias, ora em palavras e memórias para a minha própria memória.

sábado, novembro 01, 2014

Tomás e a escola


O Tomás tem três anos. Entrou este ano pela primeira vez para a escolinha (pré-escolar). Todos os dias levanta-se cheio de felicidade por ir para a escola. Gosta de lá estar e dos amiguinhos que vai fazendo.
Fala-nos das regras, de um ou outro acontecimento, de uma música nova que aprendeu, mas apenas conta quando quer.
Estamos ambos no mesmo espaço físico. Ele no andar de baixo e eu no andar de cima. Ele sabe o lugar dele, apesar de que quando me vê tenta sempre vir para a minha beira. Mas sabe respeitar as regras e o seu lugar.
Passamos muito tempo juntos nas viagens de metro que fazemos diariamente. Há dias em que vai ou vem mais sossegado e outras vezes em que vem um verdadeiro "diabrete". Há dias que são tremendamente cansativos, mas felizes pelas partilhas e cumplicidades que temos um com o outro.
Sinto que o meu pequenino bebé cresce dia após dia! Isso deixa-me feliz, mas com saudades de quando era mais pequenino.