quinta-feira, agosto 05, 2010

Momentos dos nossos dias...

Feijão para semente (P.S. Graça tenho desta semente guardada para ti, entre outras)


Porque tem dias, em que as palavras dão lugar à imagens, que só por si, também têm muito a dizer...
Já andamos de eléctrico!

Fomos descobrir o rio Sousa, em Foz do Sousa - Jancido
Momentos caseiros versus daqui a pouco há broa caseira quentinha!

A broa é confeccionada pela minha mãe, ainda à moda antiga.

Fomos à Feira Medieval em terras de Santa Maria da Feira

terça-feira, agosto 03, 2010

Todo o projecto de Felicidade é único*



Olá a todos os que por aqui passam e perdem um pouco do vosso precioso tempo a ler as palavras que humildemente vou escrevendo aqui e que por vezes muitos de vós se revêem nelas, é este o feedback que tenho recebido, ao mesmo tempo que vão contemplando as fotografias que aqui coloco com carinho.
Estes dias que fiquei sem vir aqui, foram tão cheios e tão plenos de acontecimentos, que não sei muito bem por onde começar (prometo partilhar fotos mais tarde do que andei a fazer...)
Mas, decididamente vou dizer-vos que terminei de ler o livro "Projecto de Felicidade" de Gretchen Rubin. Foi um livro de leitura meticulosa, cheio de paragens para digerir tudo o que lia, para absorver informações preciosas para mudanças que quero operar, para compreender o quanto tenho necessidade de me embrenhar também num projecto destes a um nível mais pessoal. Que razões intrínsecas me levam a querer ter um projecto desta dimensão, quem eu quero envolver, o que resultados pretendo obter, etc.
Foram umas semanas bem passadas na companhia da Gretchen! Do livro retirei várias notas, ensinamentos que coloquei por escrito no meu caderno de notas. Dei por mim tantas vezes a rever-me nas palavras/situações que ela escreveu, como já aqui referi. Que acho que agora tenho de criar o meu próprio projecto.Sinto que estou constantemente a fazer várias coisas ao mesmo tempo e isso afasta-me da minha experiência do presente, ou seja, muitas vezes não me permite disfrutar o momento o agora. Tendo também, para alimentar ansiedades, projectos e esperanças no futuro ao invés de dar mais importância e de me ligar mais ao momento presente. E isso é algo que pretendo mudar. Mudar no sentido de conciliar melhor o tempo para os meus projectos e de me ligar mais ao momento presente (o agora).
Por outro lado, ando com alguns sentimentos à flor da pele, sinto-me chata, por vezes com momentos de furacão, sem paciência e até meia agressiva (em palavras), explicar qual a razão para tudo isto não sei, mas é algo que pretendo e preciso de mudar.
Acho que vai ser este primeiro ponto que vou incidir no meu projecto pessoal. Irá ser certamente a minha primeira resolução!
No sentido, de dar maior estabilidade (levar mais a sério), firmeza ao meu projecto pessoal de felicidade, decidi inscrever-me em happiness project toolbox.


Aqui fica então a minha primeira resolução:

Ficar calma e sorrir mais
.

Com a ajuda do Hapiness project toolbox, criei uma lista de itens relacionadas com a minha primeira resolução e das quais constam os seguintes itens:

- Ser mais paciente comigo e com os outros;
- Ter sempre (que possível) pensamentos positivos;

- Sorrir mais;

- Fazer as tarefas aborrecidas com mais alegria;

- Viver todos os minutos do meu presente, do meu agora com mais alegria;
- Ler mais;
- Fazer coisas que gosto, que me alegrem e que me façam feliz (pintar, costurar, sair, ouvir música...).

Esta resolução terá a duração provável de um mês e cada dia irei colocar um x nos itens que consegui atingir em cada dia.
Contudo importa aqui frisar que o projecto felicidade é único e pessoal, que as resoluções de uns podem não ser as vossas, ou podem de certa forma coincidir com algumas das que queiram tomar. Façam-no acima de tudo de forma sincera e verdadeira convosco. Sintam-se livres de querer partilhar ou não, mas confesso que, gostaria de ter o vosso feedback, sobre quem leu ou está a ler este livro, se por acaso decidiram colocar em plano alguma resolução, se sentem tentados a criar o vosso projecto... Fiquem à vontade para fazer desta resolução também a vossa e para "conversarmos" um pouco acerca desta temática.

quinta-feira, julho 29, 2010

Abdicar de alguma coisa*


Cada vez que leio o livro "Projecto de Felicidade", descubro algo novo ou algo que já de certa forma conhecia, mas que não sabia como lidar. E isto deixa-me a pensar nas mudanças que quero operar em mim, mas que às vezes nem sei por onde começar. Acredito também, que essas mudanças só serão possíveis se quem está à nossa volta, estiver aberto, receptivo a essas mudanças.

"A felicidade e a infelicidade consistem numa progressão para melhor ou para pior, não interessa se estamos nas alturas ou nas profundezas, não é disso que depende a direcção do que tendemos a seguir. - Samuel Butler [retirado do livro Projecto de Felicidade, pág.216 1º parágrafo]

É necessário reconhecer se os princípios pelos quais lutamos em prol da felicidade devem ser mantidos ou se deveremos abrir espaço à mudança. As coisas não mudam, nós é que mudamos!



quarta-feira, julho 28, 2010

Os girassóis de Van Gogh e os meus girassóis*


Esta semana tenho girassóis em casa, como mostrei num post anterior. Hoje estava a olhar para eles enquanto tomava o pequeno almoço e lembrei-me dos girassóis de Van Gogh, que tenho de confessar que é um dos meus pintores preferidos.

Na nossa marquise floresceu o primeiro girassol!

Já colhi o primeiro pimento morrone , mas estão já mais a caminho.

Os tomateiros estão com flores, talvez ainda dê algum fruto, já que a plantação foi realizada um pouco mais tardiamente, que o habitual.
Com o calor que está, (digamos que insuportável) hoje ficamos por casa, entre mimos, muita televisão, net e alguns acordes dados pelo H. na sua nova guitarra.


O Jonas e a Mia dormiram a tarde toda assim... Apesar do calor que se fazia sentir.
Eu adoro livros antigos de capas rígidas e corroídas pelo tempo, mas tão cheios de memórias, que passaram por tantas mãos, até ficarem de certo modo inutilizados, esquecidos numa biblioteca qualquer. Estes chegaram pelas mãos da minha amiga Lurdes. Com eles, dei início a um outro projecto, apesar de ter prometido a mim mesma, que não ia dar início a outros projectos sem antes terminar outros. Contudo este trata-se de um projecto para se ir fazendo, utilizando técnicas mistas para a elaboração de um altered book, como registo de momentos felizes e de outros momentos e aspectos significativos para mim, desde fotografias, letras de música, poesia,bilhetes, etc. Este projecto integra-se no meu projecto pessoal sobre a felicidade* .
Aqui fica um pedacinho, ainda em wip:

O meu projecto pessoal da felicidade tem avançado em ritmo de introspecção e descobri que tenho tanto que quero mudar em mim...


terça-feira, julho 27, 2010

1º dia de Praia

Hoje foi o nosso primeiro dia de praia.
Fomos de manhãzinha cedo e voltamos cedo, pois o calor era tão intenso que se tornava até difícil de respirar, a areia escaldava e eu tenho uma certa dificuldade em andar de chinelos calçados com a areia toda nos pés.
A água do mar, estava gelada, como já é habitual por aqui nas zonas norte. Passei muito tempo dentro de água e a sentir a ondulação nas pernas, fiquei mais fresca e com as pernas mais relaxadas.
Escutei atentamente o som das ondas do mar e de repente tudo me pareceu tão novo e ao mesmo tempo tão familiar...
Vi uma menina que se deliciava com um papagaio de papel, construído certamente pelo avô com uma folha de calendário... e dei por mim a pensar que não me recordo de ter construído um papagaio e muito menos de ler lançado um. Ai se pudesse voltar no tempo atrás, certamente teria aproveitado melhor os meus dias e o meu tempo de infância...

****

sexta-feira, julho 23, 2010

Apego às raízes*



Parte do dia de ontem, foi passado em casa dos meus pais, com uma visita rápida à minha dentista.Estar lá faz-me tão bem e mesmo que às vezes só de fugida, sinto que recarrego baterias, daí o apego às minhas raízes.Ontem dei por mim, estar durante alguns segundos no meu quarto e sentir uma nostalgia tão grande, deu-me vontade de voltar a transferir,toda a minha vida, pessoas, amigos, trabalho e tudo o resto que me acompanha para ali. E fiquei com o coração um bocadinho apertado, mas isso passa!Quando por lá estou. e a minha mãe me vê a sair de máquina fotográfica em punho, diz sempre: "lá vai a fotógrafa" e dou por ela de vir "espiar" o que ando eu a fotografar. É caso para dizer que fotografo um pouco de tudo, gosto de ficar com pequenos registos que ocorrem nas mudanças de estação, gosto de fotografar as colheitas do quintal, os animais que criam, a cadela, o céu e até o chão. E quando me sinto mais saudosa vou rever essas fotos e fico com a alma a transbordar...
Às vezes a minha mãe solta uma gargalhada quando me vê por exemplo a fotografar os tomates que o meu pai, semeou, plantou e tratou com tanto carinho. Mas a minha vida é feita destas pequeninas coisas, que se para uns são futilidades, para mim diz-me muito, é mais uma ligação um apego às raízes.
Aqui ficam alguns registos fotográficos:


Para casa trouxe mais uns legumes da horta, que vou fazer certamente as delícias dos nossos almoços e jantares aqui em casa. Tudo tem outro sabor.

A minha mãe também colheu alguns girassóis para eu trazer para casa, pois tal como ela sabe o quanto aprecio ter uma taça de flores naturais em casa, sejam elas das mais vulgares, às mais "triviais" apanhadas num campo qualquer.
O apego às minhas raízes e perceber o quanto isso está enraizado em mim, faz-me sentir feliz! è mais uma descoberta para o meu Projecto Felicidade*

E agora vou fazer de fada do lar, porque há afazeres domésticos que não podem deixar-se assim ao acaso!

quarta-feira, julho 21, 2010

terça-feira, julho 20, 2010

Desviar-me do caminho habitual: Os olhos têm de viajar*

Nada melhor que começar este post com alguns produtos trazidos da horta de casa dos meus pais: salsa fresca, alface roxa frisada, cebolas, courgete, tomates, batatas, ameixas. O cheiro e o gosto são tão diferentes daqueles que temos por aí à mão de semear em qualquer hipermercado, mercado ou praça.Além disso não me canso de olhar para esta fruta cores. A "resta de cebolas" como lhe chamam lá por casa, já está pendurada na cozinha, em destaque especial. Olho para ela e remonto à minha infância, de quando a minha avó e a minha mãe se sentavam na eira, a entrançar("enrastar" era o termo técnico aqui usado) as cebolas com fiteiras (folhas de uma árvore que depois de secas dão para amarrar, fazem o efeito de corda, mas cujo nome não me lembro) e depois eu tinha a tarefa de cortar as barbas das cebolas, só porque a minha mãe achava que elas ficavam mais limpinhas e bonitinhas. Lembro-me que não gostava nada de fazer aquela tarefa, pois preferia estar a brincar. Para tornar a tarefa menos aborrecida lembro-me de fingir que estava a brincar aos cabeleireiros, as cebolas eram os clientes, nos quais eu podia fazer os mais diversos disparates em termos de corte de cabelo.Um dia tenho de me dedicar a contar estas pequenas histórias e lembranças de infância. Agora, quando me lembro delas sorrio...
Torre dos Clérigos

Já estamos todos de férias. As férias vão ser passadas aqui por perto, onde "os olhos têm de viajar". Temos tantas coisas bonitas à nossa volta e que nunca experiênciamos deixamos sempre para amanhã, mas neste caso decidimos tornar o amanhã, num hoje.
Temos andado a sentir o Porto mais de perto. E como esta cidade é tão bonita, tão cheia de mistérios, tão cheia de coisas para descobrir. É urgente levar a máquina fotográfica e as baterias recarregadas, pois os click's são tantos...
Fomos conhecer as galerias Paris e " A vida portuguesa", que aconselho vivamente a visitarem, já que nos remontam para outros tempos.
Aqui ficam algumas fotos da Vida Portuguesa:




Não resisti e tive que trazer esta réplica de máquina de costura comigo, É um verdadeiro encanto, mas confesso que fiquei fascinada por outros objectos que lá encontrei e que não sei se me escaparão.
Dos sabores de outrora, tenho boas recordações destas pastilhas elásticas, principalmente as de mentol e elas estão de volta, aqui, na vida portuguesa.


Nas Galerias Paris, bebi um café, que me fez relembrar quando ainda era possível beber café de saco servido em copo de vidro na Brasileira (em Braga). É um espaço de aspecto retro, e tão cheio de memórias. É simplesmente aprazível estar por lá. Senti-me no verdadeiro mundo de Amélie Poulain!
No regresso cruzamo-nos com os eléctricos, bem perto do Jardim da Cordoaria, e fica a promessa de que numa próxima ida ao Porto, vamos andar de eléctrico. Algo que eu nunca experimentei e estou em pulgas para o fazer.

Quanto ao Projecto Felicidade*, continuo a ler o livro de Gretchen Rubin que cada vez me faz revelações mais fantásticas. A minha introspecção e registo no meu caderno continua.
E vou por aí desviar-me do caminho habitual, já que os meus olhos precisam tanto de viajar...